
Foi assinado esta manhã, na cidade da Praia, o Memorando de Entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Cabo Verde Airports, que integra a VINCI e a ANA, para criar condições para construção de um aeroporto internacional em Santo Antão.
Para o Primeiro Ministro, Ulisses Correia e Silva, o Governo está a cumprir algo que foi pensado, refletido e estudado, com base em estudos de localização, viabilidade, sustentabilidade de longo prazo e existência de mercado. “É uma opção estratégica para ligar Santo Antão ao mundo, diretamente, através de transportes aéreos. Somos ilhas. A primeira prioridade é conectarmo-nos entre nós e depois com o mundo”, disse o Chefe do Executivo cabo-verdiano.
“Santo Antão tem condições muito especiais: natureza, ecoturismo, montanhas, vales, cultura, património e uma aldeia de Fontainhas, considerada uma das mais belas do mundo”, adiantou.
Ainda segundo Ulisses Correia e Silva, “as ilhas não competem, complementam-se”, frisou, sublinhando que há operadores turísticos de referência já posicionados, aguardando a melhoria da conectividade para avançar com investimentos hoteleiros. “Haverá mais fluxo e mais oferta, mas a essência será preservada. Com escala e conectividade, esta é uma opção certa para desenvolver Santo Antão”, acrescentou.
Antes do evento realizado no Palácio da Várzea – que por questões da agenda da CV Airports, não foi possível a sua realização em S. Antão, como inicialmente previsto -, fez-se uma visita às obras de modernização do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, assinalando mais um marco na concessão das infraestruturas aeroportuárias. “Dois anos e meio depois do início da parceria com a VINCI, os resultados são evidentes”, apontou o Primeiro Ministro.
O pacote da primeira fase representa 70 milhões de euros e a segunda fase, 142 milhões. “Por detrás de cada euro está mais do que infraestrutura: está a criação de condições para termos aeroportos modernos, funcionais, seguros, com boa qualidade de serviço, capazes de deixar boa impressão a quem chega e a quem parte”, declarou.
Conforme avançou Ulisses Correia e Silva, há um forte investimento na sustentabilidade. “Queremos ‘vender’ Cabo Verde com o selo da sustentabilidade, com a meta de chegar a 2030 com mais de 50% de eletricidade a partir da energia solar e eólica”.
“Este modelo de parceria público-privada funciona. Crescemos juntos, investimos, criamos emprego, modernizamos e transformamos Cabo Verde numa perspetiva de médio e longo prazo”, concluiu.
Com a assinatura deste Memorando está assim dado o primeiro passo para a construção do aeroporto de S. Antão, conforme garantiu o Director Executivo de concessões da Vinci Airports, Nicolas Notebaert, ao anunciar o arranque de um estudo de concepção, seu financiamento e viabilidade dessa infra-estrutura aeroportuária, devendo os resultados serem apresentados nos próximos meses.
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