

O empreendedorismo feminino em Cabo Verde representa um dos pilares mais dinâmicos da economia nacional, mas também um dos sectores mais desafiadores. Com 43% das mulheres envolvidas em atividades empresariais, uma das taxas mais elevadas da África Subsariana, o arquipélago posiciona-se como referência regional no que concerne à participação feminina no tecido empresarial . No entanto, por detrás destes números promissores escondem-se realidades complexas que merecem análise aprofundada.
Neste artigo, exploramos os desafios estruturais, the oportunidades de crescimento and the estratégias de sucesso para mulheres empresárias em Cabo Verde, com base nos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) e outras fontes oficiais.
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Segundo o relatório “Mulheres e Homens em Cabo Verde: Fatos e Números 2024”, publicado pelo INE em colaboração com o ICIEG (Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género), o mercado de trabalho cabo-verdiano apresenta características distintivas no que respeita à participação feminina:
Estes números revelam um paradoxo: apesar de Cabo Verde apresentar uma das maiores taxas de empreendedorismo feminino da região, as mulheres continuam a enfrentar barreiras significativas no acesso a oportunidades económicas formais e estáveis.
O terceiro Inquérito ao Sector Informal do INE (2024) revelou dados preocupantes sobre a realidade das mulheres no empresariado informal:
“A maior parte do trabalho que garante o bem-estar social (74%) era invisível e não contabilizado” — INE, Inquérito sobre o Uso do Tempo
O relatório do ICIEG destaca que as mulheres cabo-verdianas dedicam, em média, mais 3 horas e 30 minutos por dia a tarefas não remuneradas comparativamente aos homens.
Esta “dupla jornada”, que combina responsabilidades domésticas com atividades empresariais, limita significativamente o tempo disponível para o desenvolvimento profissional e a expansão de negócios.
Principais motivos de inatividade entre mulheres:
O acesso ao crédito continua a ser um dos obstáculos mais significativos. Dados recentes indicam que apenas 30% corporate credit é concedido a empresas lideradas por mulheres.
Além disso, o INE constatou que a maioria dos empresários informais não estaria disposta a registar as suas atividades ou pagar impostos, indicando “trabalho árduo a fazer para integrá-los nos circuitos formais”.
O governo cabo-verdiano tem implementado medidas significativas para promover o empreendedorismo feminino:
Banco Jovem & Mulher: Programa específico de financiamento para o empreendedorismo e startups lideradas por mulheres, mencionado pelo Primeiro-Ministro como instrumento chave para redução do desemprego juvenil.
Credit BAI Women Entrepreneurs: Linha de crédito especializada que facilita o acesso ao financiamento bancário, contribuindo para a redução das desigualdades de género no sector empresarial.
Os dados de 2024/2025 revelam tendências positivas:
O turismo, que representa aproximadamente 25% do PIB cabo-verdiano, oferece oportunidades significativas
. As mulheres representam 60% da força de trabalho em alojamento e restauração, embora enfrentem desafios de remuneração e estabilidade contratual.
Oportunidades específicas:
A transição do sector informal para o formal permite:
O Plano Nacional de Igualdade de Género destaca a necessidade de:
As empresas lideradas por mulheres devem explorar:
A S&D Consultoria posiciona-se como parceira estratégica para mulheres empresárias que pretendem:
✅ Formalizar os seus negócios e cumprir obrigações fiscais e contabilísticas
✅ Aceder a financiamento através da elaboração de planos de negócios robustos
✅ Otimizar processos e implementar sistemas de gestão eficientes
✅ Expandir mercados através de estratégias de marketing digital
✅ Cumprir requisitos legais e aproveitar incentivos fiscais disponíveis
Os dados do INE revelam uma realidade em transformação. Por um lado, as mulheres cabo-verdianas demonstram resiliência e capacidade empreendedora notáveis, liderando significativa parcela do tecido empresarial formal e informal. Por outro, persistem desigualdades estruturais que limitam o potencial de crescimento e a sustentabilidade dos seus negócios.
A redução do fosso de género no acesso ao financiamento, a formalização progressive do sector informal e o investimento em capacitação empresarial são passos essenciais para consolidar o empoderamento económico das mulheres em Cabo Verde.
Com o apoio de políticas públicas adequadas e parcerias estratégicas com entidades como a S&D Consultoria, as mulheres empresárias cabo-verdianas estão posicionadas para transformar desafios em oportunidades de crescimento sustentável.
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